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  Revalidação de Títulos

Entra em vigor no dia 2 de abril a resolução do Conselho Federal de Medicina que que institui a revalidação dos títulos para os médicos das 52 especialidades existentes no país. A proposta é que, a cada cinco anos, o especialista comprove estar atento às novidades de sua área.

E isso pode ser comprovado através da participação em congressos, workshops, cursos de extensão, aulas à distância, jornadas científicas, aulas de pós-graduação, publicação de artigos.

Segundo a resolução, quem não fizer a comprovação será submetido a uma prova elaborada pela sociedade médica de sua especialidade. Caso não seja aprovado, terá o certificado de especialista suspenso, ficará sem título.

De acordo com a resolução, "o contínuo desenvolvimento profissional do médico faz-se necessário em função do rápido aporte e incorporação de novos conhecimentos na prática médica". Ou seja, o objetivo é fazer com que o médico acompanhe os novos procedimentos, técnicas e pesquisas que aparecem em sua área.

Atualmente, para obter o título de especialista, os médicos fazem a residência ou um estágio reconhecido na especialidade escolhida e depois prestam uma prova na sociedade da área em questão. Depois disso, começam a atuar e não precisam mais de nenhuma comprovação ao longo da carreira para manter a especialidade. Atualmente, estima-se que dos cerca de 300 mil médicos brasileiros, 180 mil sejam especialistas.

O médico Eleuses Vieira de Paiva, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB) e um dos integrantes da comissão que formulou a resolução, e agora trabalha na regulamentação da norma, declarou à imprensa que existe uma crise importante na saúde e que uma das maneiras de solucionar o problema é apostar na formação do profissional.

Segundo ele, a revalidação é um segundo passo adotado pelo conselho federal e pela AMB nesse sentido. O primeiro deles foi a mudança nas regras para a residência médica, elaboradas em conjunto com o Ministério da Educação, no final do ano passado.

De acordo com Paiva, a regulamentação está levando em conta a diferente realidade dos médicos do país, ou seja, a dificuldade de acesso a congressos, a condição financeira às vezes precária e a falta de tempo de muitos profissionais, por causa de vários empregos.

Desse modo, o conselho federal e a AMB vão fornecer os meios para os médicos se atualizarem, seja via internet, com aulas e artigos disponibilizados gratuitamente, seja por meio de manuais enviados pelo correio. Tudo isso somará pontos na hora de revalidar o título.

Diante dessas novas exigências nós, da Regional Piracicaba da Associação Paulista de Medicina, nos sentimos gratificados por ter sempre nos antecipado nessa questâo, pela atenção especial dada ao projeto de educação continuada, que não nasceu hoje, mas vem sendo desenvolvido há vários anos.

Os médicos que vivem atentos à programação oferecida por nossa entidade, que estão sempre em cursos oferecidos por esta casa, sabem do que estamos falando, da natureza da informação sempre disponibilizada, do nível dos professores convidados para as aulas. Alguns de nossos cursos já oferecem pontuação para os títulos de especialista.

A boa notícia é que, cada chefe de departamento da APM Piracicaba está entrado em contato com a cúpula de sua especialidade, para adequar e viabilizar a pontuação

Estamos felizes com outra perspectiva. Nosso empenho em trazer cursos de qualidade quase sempre esbarrou na própria exaustão que nos sobra de um dia-a-dia atribulado e, em alguns casos, até em um certo desinteresse da classe. O certo é que a programação cientifica vai ser ferramente importante para a revalidação de titulos. Quem sabe, possamos ver nossos anfiteatros cheios.



Dr. Paulo Arthur Machado Padovani
Presidente da APM Piracicaba

     


 
   
   
     
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